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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

DESENHO DE FUNÇÕES


DESENHO DE FUNÇÕES

Função- conjunto de tarefas ou atribuições exercida provisória ou definitivamente.
Desenho de funções é o processo que visa atribuir cargos e responsabilidades a cada um dos membros.

Objectivos:
·         Motivação;
·         Produtividade;
·         Satisfação dos seus trabalhadores.

Os gestores devem estar cientes dos objectivos do Desenho de Funções tendo consciência que:
·         Um posto de trabalho não é eterno;
·         Cada operador humano tem o seu perfil.

Para este tipo de implementação os gestores de recursos humanos devem possuir modelos teoricos.

Técnicas

Técnicas segundo FREDERICK TAYLOR ‐ Simplificação do Trabalho “work simplification”
·         Atribuição a um indivíduo da tarefa a desempenhar, é sempre a mesma.

Vantagens:

·         Eficiência.

Desvantagens:

·         Monotonia, insatisfação, absentismo e por fim abandono dos postos de trabalho
Esta técnica nunca conseguiu os objectivos pretendidos.

Técnicas segundo: Herzberg ‐ Enriquecimento de Funções “Job Enrichment”

·         Desvaloriza a especialização para valorizar a capacidade que uma pessoa possui em ser responsável pela produção de todo o produto ou serviço.
Esta técnica baseia ‐se na Teoria de dois factores:
·         Higiénico (políticas de organização, supervisão, salários, relações interpessoais, status e segurança);
·         Motivador (realização, reconhecimento, responsabilidade, promoção e desenvolvimento do pessoal).
Para Herzberg a motivação só pode decorrer dos factores intrínsecos do trabalho e não dos extrínsecos.

Redesenho

No redesenho de uma função à que ter em conta:
·         A combinação de funções;
·         A formação de unidades naturais de trabalho;
·         Estabelecimento de relação do tipo servidor/cliente;
·         Descendente de funções;
Abertura de canais de comunicação.

sábado, 5 de outubro de 2013

DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL


                                                    DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL
O desenvolvimento organizacional é uma abordagem de mudanças organizacional na qual os próprios colaboradores formulam a mudança necessária e a implementam através da assistência de um consultor interno ou externo. O desenvolvimento organizacional apresenta as seguintes características:
a)      O desenvolvimento organizacional é baseado na pesquisa e acção – o que significa colectar dados sobre uma unidade (como unidades organizacional, departamento ou a organização inteira), e alimentar os colaboradores com esses dados a fim de que eles analisem e desenvolvam hipóteses sobre como essa unidade deveria ser se ela fosse excelente.

b)      O desenvolvimento organizacional das ciências comportamentais – com o propósito de melhorar a eficácia da organização.

c)      O desenvolvimento organizacional muda atitudes, valores e crenças dos funcionários – isto é para que eles próprios possam identificar e implementar as mudanças, sejam técnicas, comportamentais, estruturais ou outras necessárias para melhorar o funcionamento da organização.

d)     O desenvolvimento organizacional muda a organização rumo a uma determinada direcção – como a melhoria na selecção dos problemas, flexibilidade, reactividade, incremento da qualidade do trabalho, mudança cultural e aumento da eficácia.


                                         O Processo de Desenvolvimento Organizacional
O Desenvolvimento Organizacional utiliza um processo dinâmico composto de três fases distintas que são: Diagnóstico, Intervenção e Reforço.
a)      Diagnóstico – é feito a partir da pesquisa sobre a situação actual. Em geral, o diagnóstico é uma percepção a respeito da necessidade de mudanças na organização ou em parte dela. O diagnóstico deve ser obtido através de entrevistas ou pesquisas com as pessoas ou grupos envolvidos.
b)      Intervenção – é uma acção para alterar a situação actual. Geralmente, a intervenção é definida e planejada através de workshops e discussões entre as pessoas e grupos envolvidos para determinar as acções e os rumos adequados para a mudança.

c)      Reforço – é um esforço para estabilizar e manter a nova situação, através de retroacção. Em geral, o reforço é obtido através de reuniões e avaliações periódicas que servem de retro informação a respeito da mudança alcançada.

Na realidade, o desenvolvimento nas organizações funciona como um processo planejado e negociado de mudanças organizacional.


                                      As Aplicações de Desenvolvimento Organizacional
Começou com intervenções em processos humanos para ajudar as pessoas a compreender melhor e modificar suas próprias atitudes, valores, crenças e, como consequência, melhorar a organização. Os factores que melhoram a competência individual dos colaboradores dentro da organização são:
·        Educação e treinamento;
·        Um processo selectivo capaz de alinhar personalidade, educação, conhecimento e experiência com os requisitos do cargo;
·        Métodos de trabalho estabelecidos para segurar o melhor uso dos recursos;
·        Oportunidade para trabalhar em cargos multifuncionais e desenvolver novas habilidades;
·        Condições de trabalho com segurança e estabilidade;
·        Sistema de promoção e progressão profissional bem definido;
·        Supervisão e liderança desenhados para desenvolver os talentos de cada pessoa.



                  As Limitações do Desenvolvimento Organizacional
Nas organizações apresentam algumas limitações, como:
·        A eficácia dos programas de Desenvolvimento nas Instituições é difícil de ser avaliada;
·        Os programas de Desenvolvimento nas Instituições demandam muito tempo;
·        Os objectivos de Desenvolvimento nas Instituições são geralmente muito vagos;
·        Os custos totais de um programa de Desenvolvimento são difíceis de avaliar;
·        Os programas de Desenvolvimento nas Instituições são geralmente muito caros.

Essas limitações não significam que se deve eliminar os esforços de Desenvolvimento Organizacional. Apenas indicam as áreas onde o programa precisa ser aperfeiçoado. Os gerentes podem melhorar a qualidade dos esforços de Desenvolvimento Organizacional através das seguintes providências.
·        Ajustar sistematicamente os programas de Desenvolvimento Organizacional às necessidades específicas da organização;
·        Demonstrar como as pessoas podem mudar seus comportamentos como parte do programa organizacional;
·        Modificar os sistemas de recompensas da organização para premiar os membros que mudam seu comportamento de acordo com o programa.

Sem dúvida, O Desenvolvimento nas Instituições representa um dos mais promissores campos de actuação na melhoria das organizações e no desenvolvimento das pessoas.

DESENVOLVIMENTO DE CARREIRAS

                                      DESENVOLVIMENTO DE CARREIRAS
O desenvolvimento de pessoas está relacionado com o desenvolvimento de suas carreiras.
Carreira é uma sucessão ou sequência de cargos ocupados por uma pessoa ao longo de sua vida profissional. A carreira pressupõe desenvolvimento profissional gradativo e cargos crescentemente mais elevados e complexos.
O desenvolvimento de carreiras é um processo formalizado e sequencial que focaliza o planeamento da carreira futura dos funcionários que têm potencial para ocupar cargos mais elevados.
Algumas instituições estão atribuindo gradativamente a responsabilidade pela administração de carreira aos seus próprios funcionários, dando-lhes todas as condições e suportes possíveis para que eles façam escolhas adequadas e sejam bem-sucedidas. Os funcionários precisam de algumas orientação para desenvolver suas carreiras, seja dentro ou fora da organização.
As principais ferramentas utilizadas pelas instituições para o desenvolvimento de carreiras são:
a)      Centros de avaliação – utilizam as mesmas técnicas de selecção de talentos humanos, como entrevistas, exercícios dirigidos, simulações e jogos de empresas para o desenvolvimento de carreiras. Os centros de avaliação proporcionam retroacção sobre as forças e fraquezas dos candidatos e a compreensão de suas habilidades, ajudando-os a desenvolver objectivos e planos de carreiras adequados e realísticos.

b)      Testes psicológicos – os mesmos restes utilizados na selecção de pessoal servem para ajudar os colaboradores a compreender melhor seus interesses, competências e habilidades.

c)      Avaliação do desempenho – é outra fonte de informação valiosa para o desenvolvimento de carreira.

d)     Projecções de promovalidade – são julgamentos feitos pelos gerentes quanto ao avanço potencial de seus subordinados. Essas projecções ajudam a instituição a identificar pessoas que apresentam grande potencial de avanço e ajudam os colaboradores a melhorar seus conhecimentos e experiencias.

Planeamento de sucessão – focaliza o preparo das pessoas para preencher posições mais complexas na medida em que se tornam vagas. Os candidatos são seleccionados na base de três critérios: excelente desempenho sustentável, elevada avaliação entre seus colegas e potencial demonstrado para desempenhar quatro níveis salarias no mínimo acima de seu actual nível

FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO


                                       FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO
Conceitos Básicos:
Segundo Thesaurus do Cedefop refere que “A formação na empresa é toda a formação profissional, dada nos locais de uma empresa e a uma pessoa que tem o status de trabalhador ou de empregado”.
Existem duas abordagens na definição de formação que são funcionalista e racionalista: a funcionalista, considera que a “formação contínua dos trabalhadores se refere a sua capacitação para exercer correctamente a sua profissão e as tarefas exigidas para o seu posto de trabalho” (Buckley & Caple, 1991; Pineda, 1995). Deste ponto de vista, o conceito assume-se como uma resposta a necessidades actuais, podendo não antever as necessidades futuras.
Racionalista, define a “formação como a aquisição sistemática de competências, regras, conceitos ou atitudes que conduz à melhoria da performance noutro ambiente”. Esta definição é mais completa, na medida em que abrange as várias aquisições de saberes e contém uma referência aos resultados que devem notar-se, a posteriori, em ambiente real.
Formação profissional ou Formação no seu contexto geral significa conjunto de actividades que visam a aquisição de conhecimentos, capacidades, atitudes e formas de comportamento exigidos para o exercício das funções próprias de uma profissão ou grupo de profissões em qualquer ramo de actividade económica. É portanto uma metodologia que difere da "Educação" no sentido em que se especializa na experiência profissional e é voltada para a aquisição de competências profissionais.
Formação e Desenvolvimento – é todo o processo pelo qual um indivíduo desenvolve as competências requeridas nas tarefas relacionadas com o trabalho. Nela cabem as actividades de formação que visam a aquisição de capacidades e competências atuais e futuras. Sendo uma definição bastante geral, pode incluir todas as categorias de formação: formação formal e informal, formação no posto de trabalho e formação em sala, formação específica e formação geral.
Tendo a formação o propósito de produzir mudanças no trabalhador que se repercutirão ao nível do trabalho, tal não tem que ocorrer apenas pela via da formação de cariz técnico. Também a formação de cariz pessoal e social pode contribuir para as melhorias ao nível do trabalho. Em algumas empresas, é notória a integração da formação nas estratégias de empresa e existe uma preocupação com os resultados. Outras empresas, começam a apostar numa formação que não se limita a conteúdos técnicos inerentes as profissões desenvolvidas. Parece, igualmente, verificar-se uma tendência na partilha de responsabilidades da formação e desenvolvimento.
A formação pode, assim, enquadrar‑se numa lógica de acção social, na medida em que favorece a promoção profissional e eleva os níveis de qualificação dos trabalhadores. As pessoas, as empresas e o país podem obter mais benefícios se a formação for dotada desta componente de educação ou de formação geral, no sentido de preparar para a vida e para uma cidadania activa.

                                    Objectivo da Formação nas Empresas ou Organizações
Referindo-se os objectivos que a formação cumpre na empresa, apresentam uma perspectiva mais equilibrada, em que introduz uma dimensão de desenvolvimento pessoal e profissional. Considera que além de habilitar de forma progressiva para realizar tarefas de maior, a formação deve ser uma fonte de satisfação profissional e de melhoria das condições pessoais, ao mesmo tempo que cobre as necessidades dos postos de trabalho.
·         Facilitar aos trabalhadores a aquisição de conhecimentos, habilidades e capacidades necessárias para realizarem correctamente a sua tarefa;
·         Prepara-los para serem transferidos ou promovidos a outros postos de trabalho, e ajuda-los a adequarem-se ao grupo de trabalho, departamento e instituições em que trabalham.

Nas Instituições de Estado os funcionários e agentes de Estado, devem desenvolver através de processo de formação e aperfeiçoamento, as suas qualidades técnicas e profissionais, a frequência de curso de formação por funcionários ou agentes do Estado previamente seleccionado é obrigatório, a instituição, podem atribuir bolsas de estudo aos seus funcionários com vista a elevar a sua qualificação, devendo tomar-se em conta o respeito desempenho, (segundo o artigo 75, 76 e 79 do Regulamento do Estatuto Geral dos Funcionários e a Agentes do Estado).


                                 Importância da Formação Profissional nas Empresas
Antigamente os cursos de formação eram vistos pelas empresas como um custo e sem retorno. Hoje as empresas investem em cursos de formação, pois necessitam de funcionários que estejam muito bem preparados para enfrentar quaisquer tipo de desafios que possam surgir no contexto da sua actividade profissional.
A actual Lei Laboral (Lei 99/2003 de 27 de Agosto, no seu Artigo 137º); “apela à obrigatoriedade das empresas proporcionarem a formação profissional e contínua dos seus colaboradores”. Desta forma, se as empresas levarem a preceito e cumprirem com esta obrigação legal, transformam o seu investimento na formação profissional dos seus quadros uma mais-valia para a própria entidade empregadora.
Uma das importância de formação nas empresas é valorizar a imagem do funcionário e da empresa nas mais variadas competências, tendo sempre como referência o triângulo dos saberes nomeadamente as competências Psicossociais/sócia afectivas, que permitem desenvolver as atitudes comunicacionais e os efeitos comportamentais, as competências cognitivas que se situam ao nível do desenvolvimento intelectual e as competências psicomotoras para o desenvolvimento das capacidades manuais, situadas ao nível do saber-fazer.
Recorrendo ao auxílio de uma formação profissional eficiente e eficaz no seio da própria empresa, é que os empresários vão conseguir melhores resultados, quer ao nível da qualificação quer ao nível da produtividade.

                              A Importância da Formação de Líderes dentro das Empresas

A vantagem de ter um líder com uma trajectória profissional conhecida, além de suas habilidades, capacidade para atingir resultados, administrar e gerir conflitos entre outros colaboradores e com os valores e a cultura da empresa bem estabelecida na sua forma de actuar.
Um bom líder precisa ter aptidão para comandar, ser capaz de motivar, organizar e administrar as pessoas ao seu redor, estar altamente engajado com os objectivos e valores da empresa, e principalmente saber lidar com as pressões e os conflitos do dia-a-dia. Para isso, é necessário que a liderança executiva faça alguns investimentos na capacitação e qualificação dos profissionais, tanto em assuntos técnicos da área de trabalho, como em habilidades e visão gerêncial.
Sendo assim, podemos afirmar que a formação de líderes deve ser feita com cuidado, pensando principalmente em todas as responsabilidades e capacidades necessárias, porém pode ser uma acção que trata motivação e engajamento para outros colaboradores, além perpetuar a cultura da empresa e ter em uma pessoa conhecida em uma posição-chave.


                                 Finalidade de Formação e Desenvolvimento
O papel e a finalidade da formação nas instituições prendem-se, com a necessidade de os trabalhadores adquirirem novos conhecimentos, comportamentos ou atitudes, ou directamente, com o objectivo de produzir mudanças. A Instituições que consideram a formação como um custo as que a consideram um investimento é importante verificar até que ponto tem uma ideia suficientemente abrangente que ultrapassa a mera construção de competências úteis em determinado momento e, em função do negócio.
Trata‑se de saber se na sua estratégia e missão estão incluídas as experiências de aprendizagem, ou se elas apenas se resumem a acções pontuais, em resposta a problemas que tenham surgido. Será interessante perceber se as chefias, os supervisores e os trabalhadores, em geral, partilham responsabilidade em matéria de formação e desenvolvimento. Se o fazem, é importante conhecer como se desenvolvem eles próprios e como contribuem para o desenvolvimento dos outros.

                                          Políticas e Práticas de Formação nas Empresas
Na tentativa de caracterizar as políticas e práticas de formação foi possível identificar (3) três tipos básicos:
a)      Formação tradicional e utilitarista;
b)     Formação estratégica orientada para a resolução de problemas;
c)      Formação orientada para o desenvolvimento pessoal e social.

a)      Formação tradicional e utilitarista – neste caso, a formação dos trabalhadores, tem como fim o aumento de competências para melhorar a performance da instituição. Os próprios trabalhadores são considerados um recurso pronto a ser usado pela instituição. Quanto aos resultados esperados, estas instituições realizam a formação apenas porque a isso são obrigadas e desenvolvem enormes planos sem que estes estejam em articulação com a estratégia e com os objectivos dos departamentos. No final, estão preocupadas em atingir resultados métricos e os resultados práticos para a organização não são medidos.

b)      Formação estratégica orientada para a resolução de problemas - nas suas lógicas de acção, estas instituições encaram a formação como uma verdadeira opção estratégica para o desenvolvimento dos trabalhadores e dos próprios processos de trabalho em que a cultura empresarial é orientada para o desenvolvimento de competências atuais e futuras. Mais do que estarem preocupadas com o número de cursos realizados, estas empresas, estão, efectivamente, interessadas nos resultados e no impacto da formação ao nível do trabalho e da instituição.

c)      Formação orientada para o desenvolvimento pessoal e social - trata‑se de uma formação orientada para o desenvolvimento pessoal, social e relacional, numa óptica de sociabilização para o pleno exercício das capacidades de cidadania. É o caso da formação que incentiva o desenvolvimento de cidadãos livres, responsáveis, autónomos e solidários, cidadãos abertos ao diálogo que respeitam os outros e as suas ideias, e que valorizam a dimensão humana do trabalho e o desenvolvimento do espírito democrático e pluralista, através da formação.

Tipos de responsabilidade social


Ø  Responsabilidade económica: localiza-se na base da piramide, pois é o principal tipo de responsabilidade social encontrada nas empresas, sendo os lucros a maiores razão pela qual as empresas existem. Ter responsabilidade económica significa produzir bens e serviços de que a sociedade necessita, e quer, a um preço que possa garantir a Continuação das actividades da empresa, de forma a satisfazer suas obrigações com os Investidores e maximizar os lucros para seus proprietários e accionistas. Segundo Friedman (citado em Daft, 1999, p.90), esta abordagem significa que o ganho Económico é a única responsabilidade social.
Ø Responsabilidade legal: define o que a sociedade considera importante com respeito ao comportamento adequado da empresa. Ou seja, espera-se das empresas que atendam às metas económicas dentro da estrutura legal e das exigências legais, que são impostas pelos conselhos locais das cidades, assembleias legislativas estaduais e agências de regulamentação do governo federal. No mínimo, espera-se que as empresas sejam responsáveis pela observância das leis municipais, estaduais e federais, por parte dos seus funcionários (Daft, 1999, p.90-91).
Ø  Responsabilidade ética: inclui comportamentos ou actividades que a sociedade espera das empresas, mas que não são necessariamente codificados na lei e podem não servir aos interesses económicos directos da empresa (Daft, 1999, p.91). O comportamento antiético, que ocorre quando decisões permitem a um indivíduo ou empresa obter ganhos a custa da sociedade, deve ser eliminado. Para serem éticos, os tomadores de decisão das empresas devem agir com equidade, justiça e imparcialidade, além de respeitar os direitos individuais.
Ø  Responsabilidade discricionária ou filantrópica: é puramente voluntária e orientada pelo desejo da empresa em fazer uma contribuição social não imposta pela economia, pela lei ou pela ética (Daft, 1999, p.91). A actividade discricionária inclui: fazer doações a obras beneficentes; contribuir financeiramente para projectos comunitários ou para instituições de caridade que não oferecem retornos para a empresa e nem mesmo são esperados.

Responsabilidade Social


Responsabilidade social

Os primeiros estudos que se mantém de responsabilidade social tiveram iniciam nos estados unidos de América na década 50 na Europa nos anos 60 (Bicaalho, 2003). As primeiras manifestações sobre este tema surgiram em 1906, porem essas não receberam apoio, pois foram consideradas de punho socialista, foi somente em 1953, nos estados unidos que o tema recebeu atenção e ganhou espaço. Na década de 70 começaram a surgir associações de profissionais interessados em estudar o tema, e somente a partir dai responsabilidade social deixou de ser uma simples curiosidade e se transformou em um novo campo de estudo.
Responsabilidade social é um conceito segundo o qual, as empresas decidem numa base voluntaria, contribuir para uma sociedade, mais justa e para um ambiente mais limpo. Com base nesse pressuposto, a gestão das empresas não pode, e ou não deve, ser norteada apenas para o comprimento de interesses dos proprietários das mesmas, mas também pelos outros detentores de interesses como por exemplo: os trabalhadores, as comunidades locais, os clientes, os fornecedores, as autoridades publicas, os concorrentes e a sociedade em geral.

Responsabilidades das instituições financeiras diante da sociedade

Comecemos por recordar que grande parte dos recursos que uma instituição financeira maneja, tanto próprios como alheios, provêem do público em geral, para o serviço deste mesmo público e suas organizações e empresas.
Sendo a intermediação financeira uma actividade com um grande impacto é altamente regulada, tanto em nível nacional como internacional. Neste sentido, as principais responsabilidades cobertas por legislação e regulação em muitos países abarcam temas directamente relacionados com os clientes e provedores de recursos financeiros, tais como: lavagem de dinheiro, corrupção, especulação, transparência em suas operações e os princípios de boa governança corporativa (incluindo a remuneração excessiva, conflito de interesses, directores independentes, operações com partes relacionadas, auditorias internas e externas, controle de riscos, etc.). Isto é a lei na grande maioria dos países.
E sem falar do caso dos países em vias de desenvolvimento onde estas responsabilidades podem não estar legisladas, ou reguladas ou ainda bem definidas, e – se estão – é muito provável que não estejam supervisionadas, controladas e castigadas (como deixamos de menos em português as três palavras que tão adequadas são para respaldar a responsabilidade: “accountability”, “monitoring” e “enforcement”!).
Mas não é suficiente meramente cumprir com a legislação e regulação vigente em suas operações, ainda que seja um grande progresso se o fizessem, não somente no papel mas também no espírito. As instituições financeiras têm recebido uma licença para operar, e não me refiro à concedida pela sociedade, me refiro à concedida pelos governos. A elas tem sido dada a capacidade de captar depósitos, vender instrumentos financeiros, escrever apólices de seguro com o público em troca de que lhe prestem serviços (leia-se: prestar-lhes), investir responsavelmente seu dinheiro, dar-lhes cobertura para seus riscos.

As três abordagens da responsabilidade social

Ø  Obrigação social: é quando uma empresa tem comportamento socialmente responsável, procurando o lucro dentro das restrições legais impostas pela sociedade. um gestor pode afirmar, segundo este ponto de vista, que cumpriu suas obrigações para com a sociedade ao criar bens e serviços em troca de lucros, dentro dos limites da lei. esta perspectiva está associada ao economista miltonfriedman e seus seguidores (donnely, gibson e ivancevich, 2000, p.86) que afirmam que uma empresa lucrativa beneficia a sociedade ao criar novos empregos, pagar salários justos que melhoram a vida de seus funcionários e melhorar as condições de trabalho de seus funcionários, além de contribuir para o bem-estar público pagando seus impostos.
Ø  Reacção social: é a abordagem que considera as empresas como reactivas. pressionadas por certos grupos (associações comerciais, sindicatos, activistas sociais, consumidores etc.),  as  empresas  reagem,  voluntária  ou  involuntariamente,  para  satisfazer  estas pressões.  empresas  que  adotam  esta  linha  procuram  atender  a  responsabilidades econômicas,  legais  e  éticas.  se  as  forças  externas  exercerem  pressão,  os  gerentes concordam em reduzir atividades eticamente questionáveis. ofator que leva muitas empresas  a  adotarem  esta  posição  é  o  reconhecimento  de  que  estas  dependem  da aceitação por parte da sociedade à qual pertencem, e que ignorar os problemas sociais pode ser destrutivo a longo prazo.
Ø  Sensibilidade social ou pró-atividade social:  caracteriza-se  por  comportamentos socialmente   responsáveis   mais   antecipadores   e   preventivos   do   que   reativos   e reparadores.  a  expressão  sensibilidade  social  tornou-se  largamente  utilizada  para referir  atos  que  vão  para  além  da  mera  obrigação  social  e  da  reação  social.  uma empresa socialmente sensível procura formas de resolver problemas sociais, ou seja, corresponde  a  uma  empresa  fortemente  empenhada  numa  abordagem  pró-ativa  da responsabilidade  social.  (donnely, gibson e ivancevich, 2000, p.89).