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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Planeamento De Pessoal


Consiste em antecipar qual a força de trabalho e os talentos humanos necessários para atingir os objetivos organizacionais. Nem sempre essa tarefa é de responsabilidade de pessoal da organização. É de extrema importância antecipar a quantidade e qualidade das pessoas necessárias a organização. Nas empresas industriais geralmente é usado o planeamento da “mão-de-obra direta” (horistas ligado a produção industrial e localizado no nível operacional), no curto prazo é feito pelo órgão responsável pelo planeamento e controle de produção (PCP), para que se possa cumprir os programas de produção.

Para alcançar todo seu potencial de realizações a organização precisa ter as pessoas adequadas disponíveis para o trabalho a ser realizado.
Todos os gerentes devem estar seguros de que os cargos sob sua responsabilidade estão ocupados por pessoas capazes de desempenhá-los adequadamente. Isto requer um cuidadoso planeamento de pessoal.

Planeamento estratégico


Planeamento estratégico é o processo de selecção dos objectivos de uma organização. É a determinação das políticas e dos programas estratégicos necessários para se atingir objectivos específicos rumo à consecução das metas: e o estabelecimento dos métodos necessários para assegurar a execução das políticas e dos programas estratégicos

Planeamento estratégico é o processo de planejamento formalizado e de longo alcance empregado para se definir e atingir os objetivos organizacionais.

MUNHOZ, Aylza. Seminário sobre Estratégia Empresarial, Porto Alegre, 1993.


Planeamento estratégico é o processo através do qual a empresa se mobiliza para atingir o sucesso e construir o seu futuro, por meio de um comportamento proactivo, considerando seu ambiente actual e futuro.


Processo - Planeamento é um processo, sendo portanto permanente, vivo, dinâmico, capaz de incorporar as mudanças do ambiente. Deve durar enquanto a empresa existir.
Mobiliza - Este processo aglutina forças e mobiliza a empresa como um todo, em direcção ao sucesso.
Construir o futuro - Planear não é prever ou advinhar o futuro, mas sim construí-lo. A empresa, mais do que o direito, tem o dever de escolher seu futuro e mobilizar suas forças para construí-lo.
Comportamento proactivo - Para a empresa construir o futuro desejado, não basta reagir. É fundamental proagir (acto de antecipar, fazer acontecer, em vez de esperar que aconteça).
Ambiente - O ambiente é a principal fonte de vida para uma empresa, portanto o planeamento estratégico deve enfatizar a sintonia entre a empresa e seu ambiente.

STONER, James A. Administração. Rio de Janeiro : Prentice-Hall do Brasil, 1985.




Características do Planeamento Estratégico

Não existe uma definição universalmente aceita de Planeamento Estratégico e muitos autores e administradores não concordariam inteiramente com o que acabamos de dar. Entretanto, provavelmente haveria mais acordo quanto a cinco importantes atributos do planeamento estratégico:
O planeamento estratégico lida com questões fundamentais ou básicas. Dá resposta a perguntas como, por exemplo: " Em que ramo estamos e em que ramo deveríamos estar?" e "Quem são nossos clientes e quem deveriam ser eles ? "
O planeamento estabelece um quadro de referência para o planeamento mais detalhado e para as decisões administrativas do dia-a-dia. Diante destas decisões, o administrador pode indagar: "Qual dos caminhos possíveis será mais compatível com nossa estratégia?"
O planeamento estratégico envolve um prazo maior que outros tipos de planeamento
O planeamento estratégico dá um sentido de coerência e força aos actos e decisões da organização no tempo
O planeamento estratégico é uma atividade de nível superior no sentido de que a direção tem que ter uma participação ativa nele. Isto ocorre porque, em primeiro lugar, só a direção tem acesso às informações necessárias para se levar em consideração todos os aspectos da organização; e, em segundo lugar, porque o compromisso da direcção é necessário afim de se conseguir o compromisso dos níveis mais baixos.

PAGNONCELLI, Dernizo; VASCONCELLOS Filho, Paulo. Sucesso empresarial planejado. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1992.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO


AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO

Desempenho – É o acto ou efeito de cumprir ou executar determinada missão ou meta previamente traçada. É diretamente proporcional a duas condições do ser humano:
1.      Querer Fazer – Desejo endógeno de realizar (motivação)
2.      O Saber Fazer – Condição cognitiva e experiencial que possibilita o indivíduo realizar com eficiência e eficácia alguma coisa.

Conceito de avaliação do desempenho

Segundo MARRAS (2007), é um instrumento gerencial que permite ao administrador mensurar os resultados obtidos por um empregado ou por um grupo, em período e área específicos (conhecimentos, metas, habilidades, etc.).

Segundo CHIAVENATO (2004), é uma apreciação sistemática do desempenho de cada pessoa, em função das atividades que ela desempenha, das metas e resultados a serem alcançados e do seu potencial de desenvolvimento.
É um processo que serve para julgar ou estimar o valor, a excelência e as qualidades de uma pessoa e, sobretudo, qual é a sua contribuição para o negócio da organização.

Objectivos da avaliação do desempenho

Ø  Objetivos gerais da avaliacao do desempenho
  • Possibilitar a consecução das metas organizacionais
  • Promover o desenvolvimento das pessoas.

Ø  Objetivos principais da avaliação do desempenho
  • Identificar aqueles empregados que necessitam de aperfeiçoamento;
  • Definir o grau de contribuição (individual e grupal) nos resultados da empresa;
  • Descobrir o surgimento de novos talentos na organização;
  • Facilitar o autodesenvolvimento dos empregados;
  • Fornecer feedback aos empregados;
  • Subsidiar programas de mérito, promoções e transferências.

Métodos de avaliação do desempenho

A avaliação de desempenho carece dos seguintes métodos: escalas gráficas, incidentes críticos, escolha forçada, 360 graus, individual e APPO.

·         Escalas gráficas - é um método baseado em uma tabela de dupla entrada: nas linhas estão os fatores de avaliação (constituem comportamentos e atitudes selecionados e valorizados pela organização) e nas colunas estão os graus de avaliação do desempenho.

·         Método dos incidentes críticos - é baseado nas características extremas (incidentes críticos) que representam desempenhos altamente positivos (sucesso) ou altamente negativos (fracasso). Não se preocupa com o desempenho normal, mas com os desempenhos excepcionais.

·         Escolha forçada - consiste em avaliar o desempenho das pessoas através de blocos de frases descritivas que focalizam determinados aspectos do comportamento.
·         Avaliação 360 graus - é feita de modo circular por todos os elementos que mantêm alguma interação com o avaliado, o mecanismo de avaliação de desempenho que busca o feedback de múltiplas fontes.
Os avaliadores são: o próprio individuo, líder, subordinados, pares, clientes, fornecedores.

·         APPO (avaliação participativa por objetivos) - participam ativamente o funcionário e o seu gerente. a avaliação do desempenho começa não pela apreciação do passado, mas pela focalização no futuro.

Quem deve avaliar o desempenho

·         Auto - avaliação do desempenho: Cada pessoa se avalia constantemente quanto à sua performance, eficiência e eficácia, tendo em vista determinados parâmetros fornecidos pelo seu superior ou pela tarefa.

·         O gestor: Na maior parte das organizações, cabe ao gerente a responsabilidade de linha pelo desempenho dos seus subordinados e pela sua constante avaliação e comunicação dos resultados. O órgão de RH entra como apoio neste processo.

·         O indivíduo e o gestor: O gerente fornece todos os recursos ao funcionário – orientação, treinamento, aconselhamento, informação, equipamento, metas e objetivos a alcançar – e cobra resultados, enquanto o funcionário fornece o desempenho e resultados e cobra recursos do gerente.

·         A equipe de trabalho: A equipe se torna responsável pela avaliação do desempenho de seus participantes e define seus objetivos e metas a alcançar.


·         A comissão de avaliação do desempenho: É atribuída a uma comissão especialmente designada para essa finalidade. É feita por um grupo de pessoas direta ou indiretamente interessado no desempenho dos funcionários.

·         A avaliação para cima: Permite que a equipa avalie o seu gestor: como ele proporcionou os meios e recursos para a equipa alcançar os seus objetivos e como o gerente poderia incrementar a eficácia da equipe e ajudar a melhorar os seus resultados.
·         O órgão de RH: Assume total responsabilidade pela avaliação do desempenho de todas as pessoas da organização. As informações sobre o desempenho passado das pessoas são obtidas com cada gerente e processadas e interpretadas, gerando relatórios ou programas de providências que são coordenados pelo órgão de RH.

Principais áreas que se relacionam com a avaliação de desempenho

·         Recrutamento e Seleção: onde o desenho do cargo estará especificado para que se faça o levantamento do potencial dos candidatos. Características cognitivas: inteligência, habilidades, aptidões, raciocínio lógico; Características adquiridas: conhecimento e experiência.
            Facilita o recrutamento interno. Quando surgem vagas, o levantamento do potencial oferece oportunidades para o aproveitamento de talentos.

·         Treinamento e desenvolvimento: é feito por meio de um levantamento (na maioria das vezes feito pelos supervisores imediatos) para identificar os funcionários que precisam de aperfeiçoamento em determinadas áreas. Para que haja manutenção dos processos, o treinamento deve ser uma atividade contínua aumentando a capacitação das pessoas, mesmo aquelas que apresentam excelente desempenho. A reciclagem (revisar um treinamento já feito) é necessária, pois assim haverá sempre evolução das atividades.

·         Plano e Planeamento de Carreira: identificar funcionários que possuam competência para desenvolver-se dentro da organização. Compatibilizar adequadamente o potencial do funcionário (entendido como possibilidade rápida de autodesenvolvimento profissional) com cargos-alvo existentes na organização. Para aproveitar o potencial dos funcionários é necessário identificar os indivíduos que podem se desenvolver dentro da organização, para ocupar funções mais complexas até alcançar uma carreira de sucesso.

·         Plano de Salários e Benefícios: possibilita isentar de subjetividade a remuneração fixa e a variável. Geralmente é mais utilizada no estabelecimento da remuneração variável, porque, como na avaliação ainda existe uma parte de subjetividade, muitas empresas têm medo de relacionar isso a uma remuneração fixa.

PLANEAMENTO DE RECURSOS HUMANOS E APLICAÇÃO ( DESENHO DE CARGOS )


PLANEAMENTO DE RECURSOS HUMANOS E APLICAÇÃO


DESENHO DE CARGOS

Cargo é um conjunto de funções com uma posição definida na estrutura organizacional, baseia-se nas noções de Tarefa, Atribuição e Função
Obs: Ocupante é a pessoa designada para desempenhar um cargo

Conceito de desenho de cargos

O Desenho do cargo é a especificação do conteúdo, dos métodos de trabalho e das relações com os demais cargos, no sentido de satisfazer os requisitos tecnológicos, organizacionais e sociais, bem como os requisitos pessoais de seus ocupantes. O desenho de cargos representa o modo pelo qual os administradores projectam os cargos individuais e os combinam em unidades, departamento e organizações. Quase sempre o desenho de cargos não é responsabilidade do RH, cabendo a determinados órgãos:
  • Órgão de engenharia industrial: desenha cargos fabris;
  • Organização e Métodos: desenha cargos de escritório;
  • Demais cargos – financeiros, administrativos e mercadológicos: são desenhados pelas respectivas gerências.

Condições fundamentais no desenho de cargos

Desenhar um cargo significa estabelecer 4 condições fundamentais:
·         Conteúdo do cargo: o conjunto de tarefas ou atribuições que o ocupante deverá desempenhar.
·         Métodos e processos de trabalho: como esse conjunto de tarefas ou atribuições deverá ser desempenhado.
·         Responsabilidade: a quem o ocupante do cargo deverá reportar-se, isto é, quem é seu superior imediato.
·         Autoridade: quem o ocupante do cargo deverá supervisionar ou dirigir), isto é, quem são os seus subordinados.


Esquema de descrições e especificações de cargos
·         Descrições de cargos: relacionam as tarefas, os deveres e as responsabilidades do cargo.
·         Especificações do cargo: preocupam-se com os requisitos necessários ao ocupante.

Modelos de desenho de cargos

Duas diferentes escolas contribuíram para o projecto e o desenho dos cargos:
·         A administração científica (Teoria Clássica)
·         O humanismo industrial (Relações Humanas)

Podemos distinguir 03 modelos básicos de desenho de cargos:
  • Modelo clássico: Ênfase na tarefa e na tecnologia.
  • Modelo de relações humanas: Ênfase na pessoa e no grupo social.
  • Modelo contingencial: é a abordagem mais complexa e envolvente e que leva em conta duas variáveis: as diferenças individuais das pessoas e as tarefas envolvidas, daí ser contingencial, ou seja, decorrente e dependente da adequação do desenho do cargo a essas duas variáveis. O desenho é explicitamente dinâmico e baseado na contínua ampliação do cargo por meio do enriquecimento de tarefas, como uma responsabilidade básica colocada nas mãos do gerente ou de sua equipe de trabalho. O desenho é mutável em conformidade com o desenvolvimento pessoa do ocupante e com o desenvolvimento tecnológico da tarefa.

Dimensões essenciais de um cargo

Os autores Lawler & Hackman identificaram cinco dimensões essenciais de um cargo, ou seja, quanto mais um cargo tiver a característica representada por cada uma dessas dimensões, tanto maior será o seu potencial para criar os estados psicológicos acima. Daí surgiu o modelo contigencial segundo o qual cada cargo deve ser desenhado no sentido de reunir cinco dimensões essenciais: Variedade, autonomia, significado da tarefa, identidade com a tarefa e Retroação.
Variedade: é o número de variedade de habilidades exigidas pelo cargo, que envolve:
  • Intervenção de diversas habilidades e conhecimentos do ocupante
  • Utilização de diversos equipamentos e procedimentos
  • Execução de diversas tarefas diferentes
Obs: não há variedade quando o cargo é sequencial e monótono. Ex: não pode conversar com colegas, é rigidamente programado por terceiros, área de trabalho limitada pela gerência...

Autonomia: é o grau de independência e de critério pessoal que o ocupante tem para planejar e executar o trabalho. Ex: programar o trabalho, selecionar o equipamento que deverá utilizar e decidir que métodos ou procedimentos deverá seguir, mobilidade física ilimitada, suprimento de insumos pelo próprio ocupante.
Obs: não há autonomia quando os métodos de trabalho são predeterminados, os intervalos de trabalho são rigidamente controlados, mobilidade física da pessoa é restrita...

Significado da tarefa: É a noção das interdependências do cargo com os demais cargos e da participação do seu trabalho na organização. Trata-se de aumentar a noção da importância das tarefas executadas e conseqüentemente, do papel da pessoa dentro da organização. O ocupante pode distinguir o que é mais importante, o essencial e o mais relevante dentre as coisas que faz.
Obs: não há significado da tarefa quando a pessoa recebe ordens para serem cumpridas e nenhum esclarecimento sobre sua finalidade ou objetivos de seu trabalho.\
Identidade com a tarefa: refere-se à responsabilidade de a pessoa efetuar uma peça de trabalho inteira ou global e poder claramente identificar os resultados de seus esforços. Cujo resultado final é um produto seu, que lhe dê a noção da totalidade e do objetivo a alcançar.
Obs: não há identidade com a tarefa quando o ocupante executa atividades fragmentadas, seccionadas e incompletas.
Retroação: refere-se à informação de retorno que a pessoa recebe enquanto está trabalhando e que lhe revela como esta desempenhando sua tarefa.

Essas cinco dimensões essenciais criam condições para que o ocupante do cargo encontre satisfação intrínseca como resultado do cumprimento da tarefa realizada e afetam intrinsecamente a qualidade dos cargos, produzem satisfação pessoal e envolvimento humano e geram maior produtividade. 

sábado, 5 de outubro de 2013

COMUNICAÇÃO DE POLITICA DE RECURSOS HUMANOS


COMUNICAÇÃO DE POLITICADE RECURSOS HUMANOS

Políticas de recursos humanos

Para acompanhar o nível de exigência na preparação de mão-de-obra qualificada e dar resposta aos desafios exigidos pelas organizações para o desenvolvimento de suas actividades, a área de RH assumiu um papel estratégico no contexto de sua atuação.
 Segundo JEAN PIERRE MARRAS (2000, P.253), entende-se como Politicas de Recursos Humanos, a gestão que privilegia, como objetivo fundamental, por meio de suas intervenções, a optimização dos resultados finais da empresa e da qualidade dos talentos que a compõem.
A Politica de recurso humano deve ser entendida como a gestão que, além de ter ligação estreita com o planeamento estratégico organizacional, introduz, em suas políticas, mudanças de paradigmas que modificam substancialmente.

ASPECTOS PRINCIPAIS

Na visão de MARRAS (2000, P.257), Os principais aspectos são estes:
·         Rumo dos resultados organizacionais, optimizando-os por meio de maiores índices de qualidade e produtividade no trabalho, alavancados pelo desempenho humano;
·         Perfil cultural da organização, redesenhando-o em concordância com um conjunto de valores e crenças compartilhado entre empregados e empresa, que permite ambientes participativos e comprometidos com objetivos comuns.

LINDOLFO GALVÃO DE ALBUQUERQUE (2002, P.36) destaca os pressupostos da gestão de pessoas sob o enfoque estratégico procurando:
·         Contribuir para o desenvolvimento das pessoas e das organizações;
·         Ressaltar o papel do fator humano e de sua gestão na obtenção de vantagens competitivas sustentáveis pelas empresas.

Segundo DAVE ULRICH (2000, P.27),A Administração de Recursos Humanos no mundo empresarial convive atualmente em um nível de complexidade que exige profissionais cada vez mais qualificados para atender às demandas inerentes ao departamento.

COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS

Baseado em pesquisas realizadas em Michigan, Ulrich (2000, p.27) sintetiza cinco competências essenciais:
Conhecer os negócios - Finanças, estratégia, marketing, tecnologia, operações, serviços e outras funções precisam se tornar mais do que simples questões com as quais os profissionais de RH se entediam ao analisar relatórios. Profissionais desse setor precisam entender de cada área funcional suficientemente bem para propor e debater os méritos de um conjunto de soluções para quaisquer questões ou problemas que possam surgir. Conhecer os negócios é a porta de entrada para os profissionais de RH que desejam entrar nas discussões sobre negócios.

Dominar as práticas de RH - As práticas de RH baseiam-se cada vez mais em teorias testadas a partir de pesquisas. Os profissionais da área devem recorrer a essas informações para fazer escolhas inteligentes. Separar o joio do trigo nas práticas de RH capacita o profissional a recomendar e a fazer investimentos em programas e iniciativas de RH.

Gerenciar os processos de mudança - Os profissionais precisam aprender como fazer as coisas acontecerem. Precisam ser capazes de planejar um processo de mudança tanto para as iniciativas de RH, por exemplo, implementação de um programa de remuneração por desempenho, quanto para as iniciativas de negócios, por exemplo, implementação de um programa de estratégia de inovação. Agindo como catalisadores e arquitetos da mudança, os profissionais de RH são capazes de fornecer valor à medida que promessas e esperanças se tornam realidades e resultados.

Criar culturas e locais de trabalho que desenvolvam capacidade individual e comprometimento com a empresa - Os profissionais de RH devem desenvolver organizações que assegurem uma capacidade sustentável e aumentem o capital intelectual. Esses profissionais são os guardiões de culturas antigas e os artesãos das novas. Protegem e alimentam o talento. Somente por meio do estabelecimento e da manutenção de uma cultura coerente é que os eventos podem se tornar padrões sustentáveis.

Demonstrar credibilidade pessoal. Os profissionais de RH devem ser confiáveis. Eles representam os valores de sua organização e adquirem credibilidade por meio de seus relacionamentos de confiança com os principais parceiros. Credibilidade pessoal estabelece imparcialidade no relacionamento, o que permite que esses profissionais tomem e assumam decisões difíceis. 

MÉTODOS DE DESENVOLVIMENTOS DE PESSOAS


                              MÉTODOS DE DESENVOLVIMENTOS DE PESSOAS
Há muitos métodos para o desenvolvimento de pessoas, os principais métodos de desenvolvimento de pessoas no cargo actual são:
a)      Rotação de cargos – significa a movimentação das pessoas em várias posições na instituição no esforço de expandir suas habilidades, conhecimentos e capacidades. A rotação de cargo pode ser vertical ou horizontal. A rotação vertical significa uma promoção provisória da pessoa para uma nova posição mais complexa, em quanto, a rotação horizontal funciona como uma transferência lateral de curto prazo para absorção de conhecimentos e experiências da mesma complexidade. A rotação de cargo representa um excelente método, ela permite o aumento das experiencias individuas e estimula o desenvolvimento de novas ideias, ao mesmo tempo em que proporciona oportunidades para uma avaliação de desempenho mais ampla e confiável do funcionário.

b)      Posição de assessoria – significa dar a oportunidade para que a pessoa com elevado potencial trabalha provisoriamente sob a supervisão de um gerente bem-sucedido em diferentes áreas da organização. Trabalhando como assistente de staff ou em equipas de assessoria directa, a pessoa pode desempenhar diferentes tarefas sob a condução apoiadora de um gerente.

c)      Aprendizagem prática – é uma técnica de treinamento através da qual o treinando se dedica a um trabalho de tempo integral para analisar e resolver problemas em certos projectos ou em outros departamentos. Em geral, é aplicada em conjunto com outras técnicas, muitos treinados trabalham juntos para desenvolver projectos que requeiram cooperação.

d)     Atribuição de comissões – significa uma oportunidade para pessoa participar de comissões de trabalho compartilhando da tomada de decisões, aprender pela observação dos outros e pesquisar problemas específicos da instituição. Geralmente, essas comissões são de natureza temporária e efémera, actuando como forças-tarefas desenhadas para resolver um específico problema, propor soluções alternativas e recomendações sobre sua implementação. Atribuições temporárias são interessantes e desafiadoras, pois aumentam a exposição da pessoa aos outros membros da instituição, ampliam sua compreensão e proporcionam oportunidades de crescimento.

e)      Participação em cursos e seminários externos – é uma forma tradicional de desenvolvimento através de cursos formais de leitura e seminários. Oferece a oportunidade de adquirir novos conhecimentos e desenvolver habilidades conceituais e analíticas. Pode ser feita através de cursos ou seminários, com a ajuda de consultores, fornecedores.

f)       Exercício de simulação – incluem estudos de casos, jogos de empresas, simulação de papéis, etc. nas análises de estudo de caso, utiliza-se a experiencia de outras instituições para que a pessoa descreva e diagnostique os problemas reias, análise as causas, desenvolva soluções alternativas, seleccione aquela que julgue a mais adequada e a implemente. Os jogos de empresas e os exercícios de dramatização colocam a pessoa no papel de actor ou participando de problemas gerenciais. Os exercícios de simulação apresentam a vantagem de criar um ambiente similar em relação às situações reais em que a pessoa trabalha sem os altos custos envolvidos em acções reais indesejáveis.

g)      Treinamento fora da empresa – esta relacionada com a busca de novos conhecimentos, atitudes e comportamentos que não existem dentro da instituição e que precisam ser obtidos fora dela. O treinamento fora da empresa é geralmente oferecido por instituições especializadas e que oferecem esquemas integrados, cujo foco primário é ensinar aos treinados a importância de trabalhar em conjunto, como uma equipe.

h)      Estudos de casos – é um método de desenvolvimento no qual a pessoa se defronta com uma descrição escrita de um problema organizacional para ser analisado e resolvido. Trata-se de uma técnica que permita diagnosticar um problema e apresentar alternativas de solução, desenvolvendo habilidades de análise, comunicação e persuasão.

i)        Jogos de empresas – são técnicas de desenvolvimento nas quais equipes de funcionários ou de gerentes competem umas com as outras tomando decisões computadorizadas a respeito de situações reias ou simuladas de empresas.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

MANUTENÇÃO DOS RECURSOS HUMANOS


MANUTENÇÃO DOS RECURSOS HUMANOS


Para o homem manter-se na organização e corresponder as expectativas da mesma,  existem factores que concorrem, tais como: - Liderança, avaliação de desempenho, incentivos económicos/recompensas, progressão na carreira, promoções, etc. Nesta unidade abordaremos somente dois factores, sendo liderança e avaliação de desempenho.

Liderança

Avaliação de desempenho
No mundo em que vivemos, estamos permanentemente avaliando o desempenho de coisas e pessoas que nos cercam. As práticas de avaliação de desempenho não são novas. Quando uma pessoa entra na organização, o passo a seguir é avaliar em termos de relação entre o custo e benefício. A preocupação está na eficiência como meio de aumentar a produtividade da organização, está no desempenho no cargo, ou seja, no comportamento de papel do ocupante do cargo. O desempenho é extremamente contigencial, varia de pessoa para pessoa. Depende de inúmeros factores condicionantes que o influencia, destacando se o valor das recompensas e a  percepção de que as recompensas depende do esforço individual que a pessoa está disposta a despender, das suas habilidades e capacidade, entre outros.

A Avaliação do desempenho é uma apreciação sistemática do desempenho de cada pessoa no cargo e o seu potencial de desenvolvimento futuro. Toda a avaliação é um processo para estimular ou julgar o valor, a excelência, as qualidades de algumas pessoas.

A avaliação de desempenho é um processo dinâmico, pois os empregados são sempre avaliados, seja formal ou informalmente, com certa continuidade nas organizações, para além de constituir uma técnica de direcção imprescindível para actividade administrativa. É um meio através do qual se podem localizar problemas de supervisão de pessoal, de integração do empregado à organização ou cargo que ocupa. De acordo com tipo de problemas identificados, a avaliação de desempenho pode colaborar na determinação e no desenvolvimento de uma politica adequada de RH às necessidades da organização.
Entre o desempenho real e o desempenho esperado costuma ocorrer um hiato, que pode ser designado como discrepância de desempenho. Conhecer a extensão desta discrepância em relação a cada um dos empregados, é muito importante para identificar problemas de integração dos empregados, de supervisão, de motivação, de subaproveitamento do potencial, etc. Por isso as organizações estão cada vez mais preocupadas com implantação de sistemas de avaliação de desempenho mais eficientes.

A avaliação de desempenho constitui um meio para desenvolver os recursos humanos da organização. Graças a ela torna-se possível definir o grau de contribuição de cada empregado para a organização; identificar os empregados que possuem qualificação superior à requerida pelo cargo; identificar em que medida os programas de treinamento tem contribuído para a melhoria do desempenho dos empregados; obter subsídios para remuneração e promoção; obter subsídios para elaboração de planos de acção para desempenhos insatisfatórios; outras decisões de pessoal, como transferências, dispensam, etc.

Em resumo, os objectivos fundamentais da Avaliação de Desempenho podem ser apresentados em três facetas:

1. Permitir condições de medição do potencial humano no sentido de determinar sua plena aplicação;
2. Permitir o tratamento dos RHs como importante vantagem competitiva de organização e cuja produtividade pode ser desenvolvida, dependendo da forma de administração e
3. Fornecer oportunidades de crescimento e condições de efectiva participação a todos os membros da organização, tendo em vista os objectivos organizacionais e individuais.

A Responsabilidade pela Avaliação

A definição dos responsáveis pela avaliação de desempenho varia de organização para organização, de acordo com a sua politica de RHs. A situação mais frequente é aquela em que o próprio chefe tem a incumbência de avaliar seus subordinados, pois convive com eles boa parte do dia.
Em algumas organizações a responsabilidade é atribuída ao gerente dos RHs e/ou órgão de gestão de pessoal, a uma comissão de avaliação, ao próprio individuo, a equipe de trabalho. Cada uma dessas alternativas envolve uma filosofia de acção. Para tal são definidos meios, técnicas e métodos, para se atingir os objectivos almejados com a avaliação.

 Na avaliação do desempenho, o mais importante para garantir o sucesso do sistema é a capacitação do avaliador, que deverá ser especialmente treinado para esse fim.


Métodos de Avaliação de Desempenho

O problema de avaliar contingente de pessoas dentro das organizações, conduziu a soluções que se transformaram em métodos de avaliação, que variam de uma organização para outra, pois cada organização tende a construir seu próprio sistema para avaliar o desempenho das pessoas. Em muitas delas é comum encontrar vários sistemas específicos conforme o nível e áreas de alocação do pessoal, como: sistemas de avaliação de gerentes, de mensalistas, de horistas, de vendedores, etc. cada sistema atende a determinados objectivos específicos.

A avaliação de desempenho é um meio, um método, uma ferramenta, e não é um fim em si mesma. É um meio para obter dados e informação que possam ser registados, processados e canalizados para a melhoria do desempenho humano nas organizações. A validade da Avaliação de Desempenho depende muito da metodologia adoptada, os principais métodos tradicionais de avaliação de desempenho são:

1- Método de relatório                                  
2- Método das escalas gráficas
3- Método da escolha forçada    
4- Método da pesquisa do campo
5- Método dos incidentes críticos                   
6- Método da comparação pareada
7- método de autoavaliação.

Responsabilidade do Avaliador/Recomendações

- É importante conhecer bem cada um dos subordinados, suas  aptidões físicas, seu temperamento, suas habilidades, etc;
- É importante reconhecer que as pessoas são diferentes entre si, que na execução de uma tarefa, dois empregados tenderão a apresentar diferentes rendimentos.
- Embora a avaliação ocorra numa época previamente definida, o avaliador deve manter uma atitude constante de observação do desempenho dos subordinados.
- É importante definir com clareza o que deve-se observar, por isso é que o avaliador deve ter bem claro o significado de cada factor de avaliação.
- O supervisor não pode se deixar impressionar pelos acontecimentos recentes. Deve providenciar o registo de todos factos relevantes que ocorreram ao longo do período de avaliação.
- A avaliação de desempenho não pode ser vista como um ajuste de conta com o empregado. O avaliador deve esforçar para ser o mais imparcial possível. O supervisor deve instruir os seus subordinados acerca do processo de avaliação, demonstrando sua utilidade, tanto para a organização quanto para o empregado.
- é preciso estar atento as mudanças do comportamento do empregado, com o decorrer do tempo. Quando isso não acontece corre o risco de avaliar de forma rotineira.